Concurso Público e Ritalina são misturas explosivas que fazem mal

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Muitas pessoas se preparam muito para fazer testes que lhes garantirão alguma grande oportunidade em suas vidas. Provas importantes, vestibulares e concursos públicos. É fundamental que haja preparação, um planejamento de estudos que surta efeito no momento em que esses testes sejam aplicados.

Porém, grande parte dessa gente não se prepara de forma adequada e a isso se atribui inúmeros motivos, e os mais diversificados possíveis. Alguns simplesmente não encontram tempo para se aplicar nos estudos necessários; outros procrastinam e deixam tudo para cima da hora; e outros encontram dificuldades cognitivas.

E quando encontram essas dificuldades tão marcantes, os concurseiros procuram por formas alternativas de conseguir alcançar os seus objetivos. Entre essas formas stá o uso da ritalina. Se dopar para estudar é uma forma que essas pessoas encontram, tanto para dispor de mais tempo como para aumentar a sua capacidade de compreensão.

A droga que está sendo  muito procurada em tempos de prestar concursos tem uma história antiga. O medicamento foi lançado a mais de 60 anos, e era hora usada, inicialmente, para fazer o tratamento de crianças que apresentavam o quadro de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção.

Metilfenidato, esse é o nome correto do que é conhecido como ritalina. Se antes havia sido muito usado por crianças diagnosticadas com o transtorno, hoje também começa a ser difundida entre os adultos que começam apresentar também esse distúrbio, que antigamente era tido como um transtorno infantil.

Mas, mesmo sendo um medicamento com um direcionamento especifico de tratamento, as pessoas começam a usa-lo de maneira deliberada e não recomenda. Usam para inúmeras finalidades. Geralmente, fazem o usufruto do medicamento para fins que exigem maior concentração, como os estudos, por exemplo.

E por esse motivo começou também a se difundir entre as pessoas que desejam prestar concursos públicos. Isso faz com que o medicamento seja vendido de forma ilegal, pois é necessária prescrição médica para obtê-lo. E existem outras formas, a margem da legalidade, de consegui-lo (em bate papos, por exemplo).

E como esse medicamento age? Bem, a ritalina tem a função de potencializar ainda mais a ação da dopamina e dos neurotransmissores noradrenalina. E o resultado disso no corpo humano é a redução rápida do DAH, o que é chamado de déficit de atenção em termos clínicos.

O metilfenidato faz com que essas pessoas apresentem um grau de hiperatividade mais alto ou relativamente elevado e deixa elas mais atentas ao que está a a sua volta e concentradas, enquanto usam. Logo, os concurseiros usam a ritalina e muitas vezes combinam com outros medicamentos para obter melhores resultados.

É apenas uma crença a ideia de que usar esse medicamento ilegal de forma indiscriminada pode aumentar a capacidade de entendimento das pessoas em menor período de tempo (as pessoas creem que com isso conseguirão guardar um maior número de informações).

Se isso fosse algo real, quem usasse esse medicamente apresentaria uma vantagem considerável sobre os outros concurseiros. E na prática não é esse cenário que costuma se apresentar.

Ao fazer uma pesquisa, se pode observar que a ritalina é um dos resultados mais buscados pelas pessoas no Google, principalmente por concurseiros. Querem entender o que o medicamento faz, como adquirir, os valores e se causa algum efeito colateral no corpo. Isso representa que estão interessados em fazer uso da droga.

Os efeitos colaterais causados pelo medicamento

Muitos especialistas dizem que não é indicado as pessoas fazerem o uso indiscrimado desse medicamento como forma de conseguir melhores desempenhos e resultados nos estudos. Pois, a ideia de que a ritalina irá aumentar a capacidade cognitiva de quem a usa é apenas um mito.

A ideia de que com isso será possível obter um maior número de informações e guarda-las com facilidade não é verídica. E o deve ser usado somente por pessoas que foram diagnosticado com doenças que exijam o tratamento por meio dessa medicação (seja o medicado adulto ou criança).

O cérebro das pessoas precisa de cuidado para que funcione de maneira adequada e principalmente para conseguir melhores resultados. Assim como todas as práticas dos seres humanos. Para o pleno funcionamento é preciso existir equilibro e cuidado com a saúde.

Nesse aspecto, pode-se comparar isso ao dia a dia de um atleta. Para disputar uma Olimpíada, por exemplo, um determinado corredor irá treinar durante quatro anos de forma disciplinada para conseguir melhorar os seus desempenhos e alcançar o melhor resultado possível na competição.

Esse atleta conseguirá melhores resultados se conseguir cuidar bem de seu corpo (pois nesse caso, a sua forma e condicionamento físico é a sua ferramenta de trabalho). Portanto, é necessário que o atleta cuide excessivamente de seu corpo, sem relaxamento ou excesso. Sem se drogar e buscando crescente evolução por meio da prática.

No caso de uma pessoa estudando para prestar algum concurso público (ou estudando para qualquer outra finalidade ou motivação), os objetivos que estão buscando estão diretamente ligados a sua capacidade de cognição, ou seja, o treinamento de seu cérebro deve ser a principal prática.

E para conseguir os resultados que as pessoas tanto querem, como consequência de estudos e consequente aplicação em concursos públicos, é preciso cuida da sua mente da mesma forma. De maneira disciplinada, regrada, repeitando os limites do cérebro e a capacidade pessoal. E dando condições para que haja a tal evolução.

Para que as informações importantes sejam compreendidas pelo cérebro e absorvidas, as pessoas precisam equilibrar o tempo que passam estudando com o tempo necessário de descanso. Uma boa noite de sono, dormindo às 8 horas recomendadas sem interrupções, é fundamental para ter um bom desempenho em estudos.

É importante que esse estudante dê as condições necessárias para que a sua mente consiga absorver as informações relevantes e entende-las. Logo, pensar que essa droga ajudará nos estudos é um erro. E podem trazer problemas sérios para a saúde das pessoas. Efeitos colaterais.

São muitos os problemas que podem decorrer do uso da ritalina, e o que é mais preocupante é o fato de que mesmo sabendo disso as pessoas não abrem mão de seu uso. O medicamento pode trazer problemas, como: taquicardia, perda da libido, taquicardia, insônia e depressão.

Grande parte dos problemas está ligados a distúrbios emocionais. E esses, podem ainda ocasionar outras doenças, vezes crônicas, como: o diabetes, a pressão alta, entre outras.

O risco de se tornar um dependente

As pessoas procuram pela ritalina porque a melhora de desempenho se dá quase que de maneira imediata. Mas, esse também é o grande problema que o medicamento apresenta. O seu uso pode levar aos efeitos colaterais já citados. E será muito difícil escapar disso, quando é levado em compensação o riscos de dependência da droga.

Isso acontece, justamente, porque a ritalina libera de forma também imediata as substâncias que podem levar a dependência. Por mais que as pessoas consigam controlar doses menores no inicio, com o passar do tempo, para conseguir melhores resultados, o consumo de doses maiores será necessário.

Assim como qualquer outra droga (a cafeína, por exemplo, também pode causar esse problema nas pessoas), as pessoas entram em ciclo vicioso, onde o corpo começa a desenvolver uma resistência a essa substância. E aumenta a necessidade de consumo em maiores quantidade para que surta algum efeito.

A ritalina é indicada, como dito anteriormente, para as pessoas que apresentam a deficiência de dopamina e noradrenalina e serve como um estimulante para suprir essas funções. E quando o individuo não apresenta esse deficiência de neurotransmissores, o medicamento age de forma a tornar excessiva a produção dessas substâncias.

O cérebro como resposta a esses a fatos, cria diferentes formas de se defender contra as ações da substancia e irá regular a quantidade consumida, para que não cause tantos efeitos. Isso causará a dependência das pessoas.

Caso isso aconteça, a ritalina estará provocando efeitos diferentes do que era inicialmente esperado por quem faz o uso. Enquanto esses esperam uma consequência proveitosa, ajudando-lhes a absorver informações, usar esses comprimidos podem causar transtornos preocupantes.

Em casos mais intensos de dependência, as consequências se tornam a falta de motivação para fazer diversas atividades. Mesmo as práticas mais simples do cotidiano. As pessoas não fazem os cuidados pessoais, não cuidam da saúde e nem da própria higiene. Perdem o prazer para realizar quaisquer atividades.

É possível tratar esse quadro de dependência, porém as pessoas terão que passar por procedimentos tão duros e longos quanto o tratamento de qualquer outro dependente químico.

A Unifesp realizou um estudo para descobrir como a ritalina agia na cabeça das pessoas que usavam essa substância para conseguir melhores resultados em concursos públicos. E a resposta foi, justamente, a de que o medicamento, na verdade, não traz nenhum ganho para as pessoas que não apresentam o transtorno.

A especialista responsável pela pesquisa foi a psicóloga Silmara Batistela. Segundo ela muitas pessoas usam o medicamento para passar noites a dentro estudando para realizar as provas. Portanto, fez um teste para avaliar se isso realmente trazia vantagens efetivas a esses concurseiros.

Para fazer os estudados, foi feita a selação de 36 jovens com faixa etária entre 18 e 30 anos. Estas pessoas, posteriormente, foram dividas de forma aleatória em quatro grupos diferentes. Enquanto, um dos grupos tomou placebo, os outros 3 tomaram doses diferentes de ritalina, de 10 mg, 20 mg e 40 mg.

Após o consumo do medicamento, foram feitos testes para avaliar como se portavam quando exposto a diferentes atividades. Atividades que exigiam dessas pessoas a capacidade de memorização em curto e longo prazo, de funções que necessitavam de raciocínio e as que fosse preciso foco para a realização.

Não houve diferença no desempenho de nenhum desses grupos e foi comprovado que o uso da ritalina não consegue alavancar a capacidade cognitiva das pessoas. Segunda Silmara, a única coisa que pôde ser observada após o teste foi que as pessoas que consumiram as doses maiores, demonstraram maior sensação de bem estar.

Os perigos do medicamento

Não há sentido em pensar que ficar noites acordado trará um melhor desempenho e resultados satisfatórios para o estudo. Isso, definitivamente, não faz com que as pessoas fiquem mais inteligentes. O fato de ficar uma noite acordado estudando, significa que a pessoa passou os olhos por diversas informações.

Mas, não significa que esta pessoa, absorveu algum conteúdo. O fato de ficar acordado por mais tempo, não significa que aumentou o seu grau de concentração no objeto de estudo. Uma aprendizagem que se dá por meio de um estado sob o efeito de alguma droga é um estudo de má qualidade. Um estudo superficial.

Muito pelo contrário, mesmo sendo usado para aperfeiçoar os estudos, usar essa medicação trará problemas sérios de saúde às pessoas. Usar a ritalina sem que haja necessidade aumenta a chance dessa pessoa ter problemas cardíacos e também pode acabar levando-a a um quadro de arritmia no coração.

A ritalina é uma anfetamina e por esse motivo, pode também ser considerada uma droga de abuso. Por isso, as crianças e adultos que necessitam desse medicamento, fazem o uso de maneira controlada pelos médicos e só podem comprar a droga mediante uma receita especial prescrita pelos doutores.

E como é ilegal a venda desses produtos e tamanha a dificuldade de consegui-lo (sendo necessária a permissão de um especialista), os jovens procuram o medicamento de maneiras alternativas. Ou por meio de amigos que já conheçam alguém que vende ilegalmente ou, então, pesquisando a disponibilidade do produto no mercado negro.

Existem diversos fóruns na chamada deep web, em que se pode encontrar esses medicamentos facilmente sendo negociados por esses comerciantes ilegais.

Outra forma alternativa

Como se não bastasse buscar por esses medicamentos em locais proibidos e com criminosos, algumas dessas pessoas que querem entrar em contato com o medicamento usam outras artimanhas para consegui-lo. É o caso, por exemplo, do aumento de concurseiros que fingem ter o problema para ter acesso a receita.

Estes chegam às clinicas e fingem ter os sintomas de uma pessoa que é diagnosticada com o déficit de atenção, esperando que o resultado desse articio seja a liberação de uso. E para que isso não aconteça é importante que o médico tenha alguma habilidade em identificar se isso é real ou não.

O básico e, geralmente, a primeira coisa que os médicos se atentam é ao fato de que esse distúrbio não aparece não uma hora para outra. No máximo, o que pode disfarçar a evidência do quadro é a falta de intensidade dos sintomas.

Mas, o TDAH é um transtorno que acompanha as pessoas durante a vida inteira, mesmo que às vezes tenha se mostrado apenas de maneira mais sublime. É fundamental entender as nuances do diagnostico.

Segundo um estudo feito pelo Sindusfarma, que é o sindicato dos farmacêuticos de São Paulo, teve um crescimento de 50% nas vendas do medicamento no país entre em quatro anos, 2008 a 2012. Esse foi o último estudo dessa natureza feita por alguma instituição. A tendência é de que esses números tenham aumentado nos últimos 4 anos.

A relação do remédio com os concurseiros

Os concurseiros certamente são pessoas que compõem um grupo grande de compradores desse medicamento, e esses fazem isso para ter mais tempo para estudar e passar nos concursos públicos que são sempre muito concorridos. Muitas dessas pessoas alimentam em suas cabeças a crença de que a ritalina é uma espécie de fórmula mágica.

Isso se dá, porque esses alunos imaginam que a substância trará para eles maiores habilidades e condições de aprender. Essas pessoas geralmente estão em busca de praticidade, uma maneira mais fácil de absorver informações e assim, conseguir também, absorver mais conteúdo do que o usual.

Mas, essa pílula tida como mágica não traz os resultados que as pessoas esperam e a consequente dependência começa a mandar para a mente dessas pessoas o entendimento de que a falta de resultados positivos é, na verdade, por outras justificativas e não pela ineficiência do medicamento.

Quando essa substância é usada, logo de cara, começam a aparecer alguns problemas que podem ser facilmente percebidos ( na maioria das vezes a percepção vem por meio de terceiros, pois quem está fazendo o uso fica “cego” m decorrência da dependência).

A pessoa consegue estudar por horas e horas a fio, porém acaba esquecendo coisas básicas e importantes para a saúde e bem estar, como se alimentar e tomar água. Estar acordado e olhando para um livro ou artigo durante horas não significa que uma pessoas está absorvendo todo aquele conteúdo.

E depois de alguns meses usando esse medicamento, as pessoas começam a sentir diferentes incômodos e distúrbios. Dos mais comuns entre as pessoas que fizeram o uso, os problemas foram fortes dores no estômago e tremedeiras, nas mulheres  pode ocorrer prisão de ventre.

A ritalina pode ser introduzida na vida dos concurseiros por diferentes questões, mas geralmente se dão pela correria cotidiana dessas pessoas.

 Muitos desses precisam estudar de maneira demasiada para conseguir obter o sucesso esperado nos concursos, mas tem outras responsabilidades que também desgastante em seu dia a dia, como as horas no trabalho.

Portanto, se preparar para um concurso exige muito dedicação e não fácil. É preciso um planejamento para conseguir dividir o seu tempo, e mesmo fazendo isso será também excessivamente cansativo. O desgaste é físico e mental, além das preocupações com os estudos, os jovens têm as suas vidas sociais a cuidar.

E a ritalina se torna um recurso a qual esses jovens recorrem, muitas vezes, simplesmente, para tornarem-se mais produtivos e ter mais tempo para fazer as coisas. Eles julgam que fazendo essas coisas, será possível dormir menos, e guarda mais tempo seja para estudo, trabalho ou até mesmo para lazer. Um engano corriqueiro.

Por isso, a relação entre concurseiros e a ritalina é muito comum. Esses procuram alternativas que tornem as suas vidas corridas menos desgastantes. Mas, o resultado disso geralmente é o contrário. Estar dopado traz uma série de problemas já citados aqui. Estar dopado, esquecer-se de necessidades básicas e desenvolver doenças.

Passe nos concursos sem a ritalina

O que todo concurseiro deve ter em mente é que mesmo que a sua vida seja corrida, que pareça que há grandes dificuldades de cognição ou, simplesmente, queira estar passos a frente de seus concorrentes, é possível conseguir bom desempenho sem ter que se submeter ao uso da droga.

Primeiro, é necessário que cuide de seu corpo de maneira adequada. Existe uma série de fatores fundamentais para o desenvolvimento do corpo. Dormir bem é importante, pois aquele que dorme a quantidade necessária de horas por dia tem maior facilidade de absorção de conteúdo, já que sua mente está descansada e relaxada.

Se hidratar de forma regrada também é fundamental porque age diretamente no pleno funcionamento do metabolismo e organismo, como diferentes engrenagens dentro da máquina que é o corpo humano. A boa alimentação também essencial nesses aspecto, assim como a água e as boas noites de sono.

Cuidar do seu corpo é um diferencial que fará com que a sua mente funcione de forma aperfeiçoada, garantindo à sua mente a maior capacidade de concentra-se, de se manter focado e absorver os conhecimentos. Outra prática que ajuda a melhorar esses aspecto é a realização de exercício, ao menos, três vezes durante a semana.

Se planejar com antecedência faz com que as pessoas tenham melhor resultado. Consulte os editais anteriores, simulados, revisões, etc. Crie um método especifico de estudo para você. Um que melhor se adapte a sua vida e o tempo que terá para estudar. E, por fim, não burle seu próprio sistema. Siga-o com disciplina.

Além disso, existem outros aspectos nos quais as pessoas que pretendem prestar as provas devem se atentar. Maneira que certamente ajudarão muito no desempenho. O importante também é compreender que não alcançar o resultado desejado não é o fim do mundo. Nem tudo acontece como queremos.

A vida pode ter outros rumos para você, e por não ser o que você esperava também não significa que você levará uma vida infeliz. Quantas pessoas não se descobriram em outras áreas e funções?

E, ainda assim, sempre haverá um outro concurso. O importante é perceber o crescimento intelectual.

Sobre Blog Concursado

Sou ex-Oficial Aviador da Marinha e bacharel em Ciências Militares pela Escola Naval.Sou um dos responsáveis pelo Blog Concursado que já tem 16 anos de história. Venho nesse Blog passar toda a minha experiência, pois já consegui ser aprovado em 33 Concursos Públicos, entre eles Delegado Civil e Federal e tantos outros. A nossa missão e compromisso é ajudar você ser aprovado também.